A diabetes tipo 2 é uma doença crónica em que o corpo não produz insulina suficiente ou não a consegue usar de forma eficaz. A insulina é essencial para regular o açúcar no sangue (a glicose). Quando falha, a glicose sobe.
Que sintomas pode dar
- sede excessiva;
- urinar com muita frequência;
- fome constante;
- cansaço;
- visão turva;
- feridas que demoram a cicatrizar.
Atenção: a diabetes tipo 2 pode não dar qualquer sintoma durante muito tempo. Por isso, não espere pelos sintomas para fazer as análises que o seu médico lhe recomendar.
Causas e fatores de risco
Na maioria das pessoas, a doença resulta de uma combinação de fatores:
- genética e história familiar;
- sedentarismo;
- alimentação pouco saudável;
- excesso de peso ou obesidade;
- envelhecimento.
Como se faz o diagnóstico
O diagnóstico faz-se com análises ao sangue que medem a glicose. O médico avalia também os fatores de risco, a história familiar e os sintomas. Segundo os critérios da Associação Americana de Diabetes (ADA), o diagnóstico de diabetes faz-se quando há:
- hemoglobina glicada (HbA1c) igual ou superior a 6,5% (48 mmol/mol);
- glicose em jejum (de pelo menos 8 horas) igual ou superior a 126 mg/dL;
- glicose igual ou superior a 200 mg/dL 2 horas depois de beber 75 g de glicose (prova de tolerância à glicose oral);
- glicose igual ou superior a 200 mg/dL em qualquer altura do dia, numa pessoa com sintomas típicos.
Sem sintomas claros, são precisos dois resultados alterados, na mesma colheita ou em colheitas diferentes, para confirmar o diagnóstico.
Valores entre o normal e a diabetes, como uma HbA1c entre 5,7 e 6,4% ou uma glicose em jejum entre 100 e 125 mg/dL, correspondem à pré-diabetes, uma fase em que as mudanças no estilo de vida podem atrasar ou evitar a doença. A ADA recomenda o rastreio em todos os adultos a partir dos 35 anos, e mais cedo em quem tem excesso de peso e outros fatores de risco.
Como se trata
O objetivo é controlar a glicose e proteger a saúde a longo prazo. O tratamento pode incluir:
- mudanças na alimentação;
- mais atividade física;
- medicamentos orais ou injetáveis;
- em alguns casos, insulina.
Hoje, a escolha dos medicamentos tem em conta não só a glicose, mas também o peso, o coração e os rins de cada pessoa. Um bom controlo da diabetes é essencial para evitar complicações a longo prazo, como as que afetam os olhos, os rins, os nervos e o coração.
A mensagem principal
A diabetes tipo 2 pode ser silenciosa, mas não tem de ser incontrolável. Com um diagnóstico atempado e um plano feito à sua medida, é possível controlá-la bem.
Este artigo é informativo e não substitui uma consulta.
Referências
- American Diabetes Association Professional Practice Committee. 2. Diagnosis and Classification of Diabetes: Standards of Care in Diabetes—2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S27-S49. doi:10.2337/dc26-S002
- American Diabetes Association Professional Practice Committee. 9. Pharmacologic Approaches to Glycemic Treatment: Standards of Care in Diabetes—2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1):S183-S215. doi:10.2337/dc26-S009
- Davies MJ, Aroda VR, Collins BS, et al. Management of Hyperglycemia in Type 2 Diabetes, 2022. A Consensus Report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care. 2022;45(11):2753-2786. doi:10.2337/dci22-0034


